A Prefeitura de Pindamonhangaba e a Novelis vão abrir as portas do Palacete 10 de Junho, no dia 8 de março, com um café da manhã, para a inauguração das visitas monitoradas.
A partir do dia 8 qualquer cidadão poderá agendar uma visita para acompanhar as obras realizadas no prédio construído na metade do século XIX, e que foi residência do Barão de Itapeva – um dos maiores latifundiários cafeeiros do país na época.
A primeira visita ao Palacete 10 de Julho contará com a participarão do prefeito João Ribeiro, dos secretários e funcionários da Prefeitura, representantes da Câmara Municipal e profissionais do ramo da arquitetura e da restauração, além do gerente geral da unidade de Pindamonhangaba, Ângelo Argueles.
O executivo afirmou que todos da Novelis estão felizes com o ato. "Queremos contribuir para a preservação deste importante marco histórico do Estado de São Paulo. Faz parte da política da Novelis investir em projetos sociais e culturais que beneficiem as comunidades onde a empresa está inserida. Esperamos que nossa ação contribua para incentivas empresas privadas a contribuir com projetos culturais".
Sobre as visitas
Segundo a arquiteta da Companhia de Projetos responsável pelo restauro, Rosângela Martinelli Biasoli, as visitas serão acompanhadas por profissionais treinados e não vão atrapalhar o andamento das obras. "Grupos de 15 a 20 pessoas poderão agendar visitas monitoradas, que vão acontecer uma vez por semana, até o final da 3ª fase de restauro. Os visitantes serão acompanhados por monitores treinados, que irão mostrar e explicar tudo que está sendo feito", comentou.
As visitas deverão durar no máximo 40 minutos e só poderão ser feitas por grupos pequenos, para que todos possam acompanhar as explicações sem atrapalhar as obras.
Restauro
Atualmente o Palacete 10 de Julho está finalizando a primeira parte da restauração, que recebeu o patrocínio exclusivo da Novelis de R$ 870 mil por meio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura. A Novelis repassou aproximadamente R$ 500 mil em 2007 e no começo deste ano mais R$ 370 mil.
A primeira fase de restauração começou em julho do ano passado, onde os pesquisadores fazem o detalhamento e a pesquisa de prospecção pictórica.
A segunda etapa do projeto irá restaurar o piso, as paredes, o forro, o telhado e, sobretudo, as pinturas. Como se trata de um trabalho maior, a segunda fase custará aproximadamente R$ 3 milhões. Para viabilizar este trabalho uma campanha para convidar as empresas a patrocinarem o projeto, por meio da Lei Rouanet, acontecerá neste ano.
Já a etapa final do processo de restauração será dedicada à instalação elétrica, modernização, lançamento de um livro, exposições, palestras e outras atividades. A terceira fase está estimada em R$ 1,5 milhão e completa as atividades de restauração e transformação do Palacete 10 de Julho em um Centro de Memória de Pindamonhangaba.
Palacete 10 de Julho
O Palacete 10 de Julho foi construído na segunda metade do século XIX para ser residência dos Barões de Itapeva. Elevado à categoria de Monumento Histórico através do tombamento pelo CONDEPHAAT - (processo nº 7864/69), constitui belíssimo exemplar da arquitetura residencial da nobreza cafeeira do Vale do Paraíba.
Centro de Memória
A obra de restauração e adaptação do Palacete 10 de Julho em Centro de Memória de Pindamonhangaba, cujo projeto aprovado pelo CONDEPHAAT sob nº 46.319/2003, conta com o apoio da iniciativa privada através de patrocínio previsto na Lei Rouantetdo MinC (Ministério da Cultura).
LEI ROUANET - Lei nº 8.313/91 - Permite que os projetos aprovados pela CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura) recebam patrocínios e doações de empresas e pessoas, que poderão abater, ainda que parcialmente, os benefícios concedidos do Imposto de Renda devido.
CONDEPHAAT - órgão instituído em 1968 que tem como competência a adoção de todas as medidas de defesa do patrimônio histórico, artístico e turístico do Estado de São Paulo.